Ao longo dos anos, a experiência tem-nos ensinado que existem pessoas com diferentes tipos de atitude relativamente aos cursos de inglês. Há pessoas que gostam da língua mas acham que não conseguem aprender, as que não gostam de inglês mas que precisam pelas mais variadas razões, as que começam com vontade mas depois desistem, as que precisam de uma reciclagem, etc.

Uma coisa é comum a todos: a necessidade de aprender inglês. Na maior parte dos países, o inglês já faz parte das disciplinas curriculares e cada vez mais cedo o que, além de aumentar o número de falantes da língua inglesa, também aumenta o nível de conhecimento da língua.

Mas esse conhecimento da língua só se mantem através da prática. Através das viagens, da leitura, da música, do cinema, etc., conseguimos manter-nos em contacto com a língua mas vamos perdendo muito vocabulário e gramática o que, consequentemente, nos dificulta a expressão oral e escrita.

Quem precisa do inglês para o seu trabalho tem a vantagem de praticar com maior regularidade quer seja através da escrita quer seja através da conversação. Mesmo estas pessoas têm muitas vezes necessidade de rever o seu conhecimento da língua.

Ou seja, mesmo que se pratique com maior ou menor frequência, é necessário fazer regularmente uma reciclagem ou revisão para que não se perca o que já se aprendeu e até para se evoluir.

Muitos dos cursos de inglês que ministramos, especialmente nas empresas, são para pessoas que já sabem inglês, mas que na sua maioria já aprenderam há muito tempo, ou aprenderam mais recentemente mas não praticaram. Há também os casos em que já têm um nível bastante razoável mas querem evoluir por necessidade profissional (para fazerem apresentações, participarem em conferências, porque têm um chefe que só fala inglês, etc.) ou simplesmente por gosto.

Felizmente, uma grande parte das empresas dedica parte do seu orçamento na formação das línguas, investindo no desenvolvimento das capacidades linguísticas dos seus funcionários que a curto ou médio prazo terão um reflexo vantajoso na própria empresa.

Depois, temos aquelas pessoas que não sabem uma palavra de inglês. Obviamente que, em regra, se trata de uma população mais velha, que não teve a possibilidade de estudar uma segunda língua. Nestes casos a aprendizagem é um pouco mais longa mas muito gratificante quer para o aluno, quer para o professor. É muito bom ver um aluno que entrou para um curso de inglês sem saber uma única palavra e que chega ao final do nível A1, conseguindo já manter uma pequena conversação básica. Esta aprendizagem, depende do tempo que dedicam às aulas e ao estudo. Já tivemos alunos na nossa escola que nos diziam que achavam que ao fim de algumas aulas já estariam a falar inglês. É necessário tornar bem claro no início, que aprender inglês pode parecer fácil mas não deixa de ser uma aprendizagem longa, que dá trabalho e que necessita de algum esforço e dedicação. Mas, nível a nível, os alunos vão sentir-se cada vez mais confiantes e a conseguir escrever, perceber e verbalizar muito mais coisas. É um investimento para o futuro, mas que vale todo o dinheiro e tempo dispensados.

Na sua maioria, estes alunos precisam do inglês para viagens de lazer, para visitar amigos e familiares que estão noutro país, ou também para o trabalho.

Seja qual for a necessidade ou a situação em que se encontra relativamente aos conhecimentos de inglês, o mais importante é que se perceba que estamos num mundo cada vez mais global, e que se não for no imediato, existirá uma ocasião em que o inglês será necessário. Nada como estar preparado!